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sexta-feira, setembro 10, 2004

Crónica de Um Erro Anunciado




Acabei de saber pelo site da Rádio Voz da Ria a constituição da entidade gestora do futuro parque eco-empresarial de Estarreja. Tal como há muito se previa, confirmaram-se as piores expectativas: a Câmara Municipal de Estarreja não teve força suficiente para se impor na Parquesta e apenas é proprietária de 41%, enquanto uma entidade como a obscura API-Parques (alguém os conhece em Estarreja?) será detentora de 51% do nosso futuro parque eco-empresarial.
O site da CME também divulga a notícia, de uma forma particularmente infeliz:
- Não se percebe qual foi a contribuição de cada um dos accionistas da Parquesta para a sociedade;
- Não se percebe porque é que o parque eco-empresarial não é da CME;
- Não se percebe porque é que há uma entidade não só com mais acções que a própria CME, mas com mais de 50% de acções!!!
- Não se percebe (ou não se quer dar a perceber...) quem é que de facto vai mandar no parque;
- Nada se diz sobre a forma como a CME pensa acompanhar este processo, nem se foi salvaguardada a hipótese das coisas correrem mal e as comadres (API e CME) se desentenderem...
- Não se percebe quais serão os papéis da Universidade de Aveiro, SEMA e AIDA no futuro parque;
- Não se percebem os motivos pelos quais este parque é apresentado como inovador no país;
- Não se percebe porque é que a CME abandonou o projecto do Parque Eco-Industrial que herdou do executivo anterior, nem quais as razões para a actual redução de objectivos...
Enfim, as dúvidas são imensas e deixarei para a ocasião própria a minha intervenção devidamente estruturada sobre esta matéria, até porque não conheço os contornos do negócio.
Para já, e salvaguardando o facto de sobre isto saber apenas aquilo que a CME anuncia aos munícipes, é possível perceber algumas coisas:
- Os motivos de tanto secretismo em torno da constituição da Parquesta, bem como o facto do Dr. José Eduardo, apesar de interrogado directamente talvez mais de uma dezena de vezes sobre esta matéria, nunca ter respondido à questão sobre se o parque iria ou não ser propriedade da Câmara...
- A CME deu à API Parques um "cheque em branco". Porquê? Para quê? Será que é legítimo que um executivo camarário tome sozinho uma medida tão grave e com tantas implicações como esta?
- O projecto do Parque Eco-Industrial ultra-moderno que a CME herdou do anterior executivo camarário foi definitivamente abandonado, sem quaisquer explicações;
- Estamos tramados com esta solução!!! Esperemos que haja uma forma barata de um dia fazer a API Parques devolver o Parque a Estarreja...

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