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quarta-feira, abril 13, 2005

A realidade é o que os homens quiserem (mas só alguns homens é que têm querer)

A limitação dos mandatos políticos para um máximo de 12 anos é da mais elementar justiça e sensatez. Todos conhecemos exemplos concretos dos males causados pelo actual sistema clientelar em todos os níveis de representação política. É por isso que é absolutamente insólito e de uma desfaçatez única que quem propõe esta medida (os deputados) a considere justa para todos os cargos, excepto para o mandato... de deputado!!! Se um caso destes acontecesse no tempo de Santana estaríamos perante mais uma "trapalhada". Como é o protegido Sócrates que está em causa, tudo se tolera. A óbvia gestão eleitoralista (vêm aí autárquicas, presidenciais e o referendo da constituição europeia, pelo menos) da governação está a passar em branco e a letargia social em que nos encontramos se por um lado é a bonança depois da tempestade provocada pelos desvarios santanistas, não deixa de ser sintoma de uma sociedade com pouca capacidade de dosear o sentido crítico com que sempre se deve analisar o desempenho dos governos.
São casos como este (e não qualquer volúpia da crítica!) que me fizeram escrever o post de 28/3 e que me dão náuseas. O mais irónico disto tudo é que quando a imprensa considerar que os seus clientes (a sociedade em geral) já estão saturados da imagem do "político contido e decidido que faz uma brilhante gestão da informação", Sócrates será rapidamente substituído pelo "primeiro-ministro oco que comanda um governo sem ideias"! E então acabará este enjoativo "estado de graça", que certamente dará lugar a um estado de progressiva desgraça, provavelmente também exagerado e talhado à medida das necessidades das audiências...! E os blogues ladram e a caravana passa...

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