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segunda-feira, setembro 18, 2006

Setembro Negro em Estarreja

O concelho vive provavelmente a maior crise política desde que José Eduardo de Matos chegou ao poder. Ainda na edição do JN de hoje (e também em vários noticiários televisivos) é possível ler que o governo já autorizou uma pequena alteração às fronteiras da Rede Ecológica Nacional para que a fábrica da IKEA possa ser instalada em Paços de Ferreira. O Presidente da Câmara de Paredes (o outro concelho que estava na corrida) já manifestou a sua indignação. O Presidente da Câmara de Estarreja continua a apostar no silêncio como remédio milagroso para todas as curas...

Instalação da Ikea causa ciúmes entre vizinhos do Vale do Sousa

Multinacional sueca ainda não anunciou a sua escolha, mas deverá ser Paços de Ferreira


A multinacional sueca Ikea deverá instalar a sua fábrica de produção de mobiliário na cidade de Paços de Ferreira, apurou o JN. "Não existe nada de concreto. Quando a decisão for conhecida serão feitos os devidos comentários", contrariou fonte da autarquia. "O sítio escolhido não serve nem para instalar um barraco", afirmou, por seu turno, Celso Ferreira, presidente da Câmara de Paredes.Estalou o verniz entre as autarquias de Paços de Ferreira e Paredes, ambas no Vale do Sousa e distantes uma da outra escassos quilómetros. O motivo mais próximo das divergências está directamente relacionado com o facto de o Governo, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (Norte) preparar a suspensão do Plano Director Municipal (PDM) de Paços de Ferreira, com o objectivo de viabilizar a instalação da Ikea em terrenos definidos como sendo de Reserva Agrícola e Ecológica (REN)."A Ikea não sabe onde está a meter-se. A empresa sempre pugnou por uma grande qualidade ambiental dos seus projectos. A área proposta pelo concelho vizinho (Paços de Ferreira) não cumpre os requesitos legais e não tem condições. Nem tem área para instalar um barraco, quanto mais um complexo industrial. Depois, existem sobreiros que, face à lei, não podem ser abatidos", rebateu Celso Ferreira.O vizinho do lado, Pedro Pinto, igualmente social-democrata, optou pelo silêncio. "Não temos nada a declarar", sustentou uma porta-voz do seu gabinete. Outras fontes contactadas pelo JN não escondem o "nervosismo" e a "agitação" causada pelas palavras "apressadas" de Celso Ferreira."Ele [o autarca de Paredes] pressentiu ter perdido a corrida e resolveu tirar da cartola os terrenos como sendo REN. Só por ciúmes ou outra coisa qualquer se pode agitar o problema dessa maneira", lembrou outra fonte conhecedora do dossiê.Como a procissão ainda vai no o adro, avizinham-se novos episódios.Celso Ferreira contou ter já escrito ao ministro da Economia a contar a "tramóia". E promete lutar com as "armas da legalidade" pela instalação da Ikea em Paredes.

Depois das toneladas de bosta despejadas clandestinamente em Canelas e dos milhares de peixes mortos por descargas anónimas no esteiro de Canelas e do fecho da Urgência do Hospital Visconde de Salreu, é agora a vez do concelho de Estarreja perder um investimento estratégico para o nosso Parque Eco-Industrial. Até onde irá esta crise?

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