Terça-feira, Outubro 27, 2009

Os 5 locais onde menos me apetece estar (por ordem de preferência):
1- Na tomada de posse de José Eduardo de Matos para mais 4 anos na Câmara de Estarreja;
2- Numa sala de cinema a ver o novo filme sobre Michael Jackson;
3- No barbeiro de Jorge Jesus;
4- Do outro lado do espelho do roupeiro de Manuela Ferreira Leite;
5- Às compras num mercado iraquiano.

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Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Acabou o pesadelo na Ordem dos Farmacêuticos e Maurício Barbosa sucede a Irene Silveira.
Pelo meio ficou um mandato absolutamente caótico e que teve o merecido castigo nas urnas (com mais de 20% de diferença). Agora é tempo de pôr a casa em Ordem e varrer os cacos.
Hão-de passar muitos anos até que os farmacêuticos percebam como é que foi possível acontecer o que se passou nos últimos dois anos. A investigação exaustiva das responsabilidades pelo sucedido é uma das primeiras obrigações do novo Bastonário.

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Terça-feira, Outubro 13, 2009

Alberto João Jardim é um menino

De facto, a avaliar pelas percentagens que sempre se verificaram desde o 25 de Abril, é mais difícil ganhar eleições em Estarreja ao PSD/CDS do que na Madeira ao PSD.
O PS não poderia ter encontrado um candidato melhor e não era possível fazer uma campanha mais bem feita que a de Fernando Mendonça, um candidato que até um hospital conseguiu para o concelho durante o período de pré-campanha.
Por outro lado, as coisas não poderiam ter corrido pior no mandato de José Eduardo de Matos - do Ikea ao IC1, das toneladas de bosta ao roubo de areias, da piscina faraónica e desnecessária ao falhanço do Parque Industrial, enfim... até no BioRia, última jóia de uma coroa sem pedras, se caça descontroladamente e destrói o património que é de todos!
Ou seja, não há aqui ninguém para culpar - as coisas são mesmo assim, JEM venceu em eleições livres e justas (apesar dos boletins "da Câmara" e dos passeios de velhinhos na véspera das eleições pagos com dinheiro camarário) e democraticamente não há nada a fazer a não ser aceitar o resultado. Com maus fígados? Sem dúvida, na parte que me toca.
De qualquer modo, quem vota em José Eduardo merece ser governado por José Eduardo. É esta a vantagem da democracia - mesmo que isso não aconteça com os candidatos, o povo tem sempre aquilo que merece.

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Sexta-feira, Outubro 09, 2009

A falta de tempo fez com que dedicasse neste blogue muito menos espaço à candidatura de Fernando Mendonça do que eu próprio gostaria e o candidato merece.
De qualquer modo, não poderia deixar de divulgar o apelo final lançado pela estrutura da candidatura:

Força Mendonça!

Estarreja precisa de ti!

A Candidatura de Fernando Mendonça, depois de ter tomado conhecimento do comunicado do último dia de campanha da candidatura de José Eduardo Matos vem dizer o seguinte:

- Sabemos que as pessoas sabem ler, por isso não precisamos de lhes explicar o texto de Fernando Mendonça que apresenta o Programa da Candidatura e que foi publicado na última edição do Jornal de Estarreja. Apenas as convidamos a lê-lo.

- Anotamos, com satisfação, a tentativa de condicionar o pensamento das pessoas por parte de José Eduardo Matos, que só revela que, afinal, estas eleições não são “favas contadas”, para a Coligação, como estavam à espera.

- Este comunicado, no último dia, vem confirmar toda a campanha eleitoral de José Eduardo Matos. Não tem ideias próprias para o futuro de Estarreja, por isso critica as de Fernando Mendonça. E fá-lo incutindo medo nas pessoas.

José Eduardo Matos que conseguiu transformar Estarreja numa aldeola, sem brilho e sem chama, onde se cobiça o que têm os concelhos que nos rodeiam, por não termos nada que nos distinga, quer agora amedrontar as pessoas com o custo dos projectos de Fernando Mendonça.

- É por isso que Fernando Mendonça tem de ganhar agora. Porque agora, os projectos que apresenta podem ser financiados pela União Europeia. Daqui a 4 anos terminam esses fundos e temos que nos contentar com a gestão corrente da Câmara, que tem encargos muito elevados.

José Eduardo Matos, ao contrário do que costuma afirmar, faz é muito menos do que o PS fez em 8 anos, mas isso já toda a gente sabe. Basta comparar.

Fala imenso e propagandeia ainda mais, com o dinheiro da Câmara e não com o dinheiro da campanha. Só nos últimos dias, a Câmara pagou 12 mil exemplares da revista municipal, onde faz passar por suas, obras que são do Governo e de algumas colectividades. Só nos últimos dias, levou alunos a passear às obras da piscina durante uma aula de português e levou 1500 idosos à Quinta da Malafaia, mas passando antes pelo Eco-Parque, fazendo um comício na própria Quinta e entregando aos séniores material de propaganda política. Isto diz bem da sua aflição. Já não olha a meios para atingir os fins!

Quem assim é e quem assim actua, não pode de facto compreender o alcance dos projectos de Fernando Mendonça, porque actua na base do pensar pequeno, sem perspectiva, incutindo medo aos mais fracos, para os condicionar.

“O homem é do tamanho do seu sonho” dizia Fernando Pessoa.

“As terras são do tamanho dos sonhos de quem as governa”, diz Fernando Mendonça.

Se Fernando Mendonça tivesse o mesmo projecto para Estarreja de José Eduardo Matos, não estaríamos com ele, de corpo inteiro, entusiasmados e cheios de esperança num Futuro Feliz para Estarreja.

Estamos contigo Fernando Mendonça.

Tu consegues fazer nascer entusiasmo na política, coisa que não é fácil no tempo que corre.

Estamos contigo, Mendonça. E Estaremos sempre!

A Estrutura da Candidatura de Fernando Mendonça

Não são todos os municípios que têm ao seu dispor um candidato com a qualidade de FM. Esta é uma oportunidade fantástica para Estarreja e estou certo de que vamos mesmo ganhar as eleições!

Força Fernando! Yes, you can!

PS - A forma valentimloureiríca como JEM fez campanha é absolutamente inqualificável. Estamos em plena América do Sul.

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Terça-feira, Setembro 22, 2009

Ainda estou para perceber exactamente o que me aconteceu naquele dia em que, ia eu nas calmas e a pensar na vidinha, quando de repente me vi estatelado no chão, com as calças rotas em dois sítios, a sangrar do joelho, com o telemóvel desfeito em 112 pedaços espalhados num raio de 5 metros à minha volta e um pequeno grupo de transeuntes a olharem curiosos para mim. Tinha chovido, havia um buraco num passeio e provavelmente alguém teve o cuidado de revestir cuidadosa e abundantemente toda a zona circundante com vaselina. Não sei. Só sei que de repente, lá estava eu, a olhar aparvalhado para as velhinhas solícitas que me rodeavam e ofereciam ajuda. Levantei-me com a dignidade possível, falei mal da Câmara (felizmente era do PSD), da Junta (do mesmo partido), do tempo, da má sorte em geral e dos calceteiros em particular. Recolhi as peças do telemóvel, voltei para o carro para lamber as feridas, cuspi pela janela os pedaços de pele lacerada e segui viagem, ainda combalido.
Não sei porquê, lembrei-me disto ao ver o que o "episódio Fernando Lima" fez à campanha do PSD e à suposta "política de verdade": Lima era o homem fiel de Cavaco (aliás, tão fiel que ainda continua em silêncio, apesar da humilhação pública) e fora nomeado pelo governo Durão Barroso-Ferreira Leite para a Direcção do DN. Lima era, pois, o professor e guru espiritual de todo o relacionamento social-democrata com a imprensa.
Ao fazer rolar a cabeça de Lima para cima da campanha eleitoral, Cavaco sabe que está a fazer com que Ferreira Leite tropece e fique de repente sem assunto, a 5 dias do fim da campanha. É por estes exemplos de sacodegatismo incontrolável (Cavaco não tolera que lhe pisem os calos, nem com uma flor) que o PSD é, de facto, o mais interessante de todos os partidos políticos.

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Quarta-feira, Setembro 16, 2009


À atenção do PSD de Estarreja:
- Este vídeo prova que Fernando Mendonça tem uma caligrafia terrível;
- Este vídeo prova que Fernando Mendonça tem uma atitude anti-ecológica, pois atira aviões de papel pela janela;
- Este vídeo prova que Fernando Mendonça usa papel esquisito, que se transforma em desenho animado mal sai da janela;
- Este vídeo prova que Fernando Mendonça defende o trabalho infantil, pois obriga uma criança de tenra idade a limpar a relva do lixo feito pelo próprio candidato;
- Este vídeo prova que Fernando Mendonça utiliza canetas com tinta de fraca qualidade, pois quando o avião chega ao chão o texto escrito pelo candidato já tinha desaparecido.

PS - Este vídeo mostra, isso sim, que FM promove uma candidatura com muito mais dinâmica ou bom gosto que o blogue manhoso de José Eduardo de Matos...

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Terça-feira, Setembro 15, 2009

Há 6 anos e 4 dias eu era um indivíduo cheio de gás e com alguma disponibilidade para escrever. Hoje sou o tipo de pessoa que demora 4 dias para registar o sexto aniversário do seu blogue. Gosto muito mais da vida que tenho hoje - o meu blogue é que não.

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Sexta-feira, Setembro 11, 2009

À atenção do Gato Fedorento...

Manuela Ferreira Leite acha que os impostos são demasiado altos? Acha. Mas promete baixá-los caso seja eleita? Não. Porquê? Porque o dinheiro faz falta. Mas ao dizer isso não está a admitir que o valor dos impostos é adequado? Está. Então admite isto e continua a dizer que os impostos são demasiado elevados? Sim.

PS - Eu tinha acesso à câmara escondida e vi: no início do debate de ontem, Paulo Portas apertou o cilício mesmo, mesmo até este desaparecer no interior da carne da coxa e dessa forma conseguiu conter-se e não explorar este tema. Assim, a coligação continua a ser possível.

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Quarta-feira, Setembro 09, 2009

Foi refrescante ver a forma como Sócrates, qual dobermann esfomeado abandonado em frigorífico de talho, se agarrou à perna de Louçã e do absurdo programa eleitoral do BE. Por muito que Louçã o sacudisse, Sócrates não deslargava. E muito bem. É que votar BE é fixe e tal, excepto quando nos vão ao bolso, como era o caso. Sócrates deve estar com dores no maxilar e Louçã perdeu barriga na perna. Mas foi por uma boa causa. Sinto-me bastante mais em paz com o meu voto no PS.

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Terça-feira, Setembro 08, 2009

Eu estava na Assembleia Municipal de Estarreja em que se suspendeu o PDM - na altura era apenas mais uma das ocasiões em que José Eduardo de Matos apresentava como suas medidas que herdara do executivo anterior, ficando com os louros por algo que não fez. Nada de especialmente surpreendente, portanto.
Em nome do interesse concelhio votámos a favor, embora na altura eu tenha dito aos meus colegas de bancada que não gostava da ideia - conceptualmente, sempre achei que estava aberta a porta a actos discricionários e erros urbanísticos, que não eram totalmente salvaguardados pelos regulamentos municipais que na mesma hora foram aprovados.
Assim, foi sem surpresa que hoje vi o comunicado da candidatura de Fernando Mendonça, que passo a reproduzir:

No passado dia 8 de Agosto Estarreja regressou ao Plano Director Municipal de 1991

Câmara deixou passar o prazo e não reviu o PDM nos 8 anos de mandato

O Senhor Presidente da Câmara anda, há anos, a dizer que o Plano Director Municipal (PDM) do concelho de Estarreja está a ser revisto.

No dia 8 de Agosto de 2009, devido à inacreditável inércia da Câmara da Coligação, as Medidas Preventivas do PDM terminaram.

Estarreja voltou a ter em vigor o PDM de 1991, ou seja, quem quer construir no concelho passa a ter de fazê-lo segundo as regras de há 18 anos atrás, regras essas que todos criticam desde que entraram em vigor.

O que aconteceu?

Quando o PS estava na Câmara foi executada e concluída a revisão do PDM, o que implicou um trabalho intenso entre a Autarquia e quase todos os Ministérios do Governo de então, com a elaboração de Pareceres e Regulamentos, já que o processo só se considera concluído depois de ser encontrado o consenso que satisfaça todas as partes, o que é difícil.

A revisão do PDM foi entregue pela então Câmara liderada por Vladimiro Silva à CCDR - Centro (Comissão Coordenação Desenvolvimento Regional - Centro) para ser enviado para publicação.

Porém, em meados de 2001 foi tornado publico o traçado do IC1 a nascente. Como a Câmara de Vladimiro Silva tinha projectado o PDM considerando o IC1 a poente, a CCDR aconselhou que a revisão do PDM fosse suspensa até a localização do traçado se tornar definitiva. Depois disso, ter-se-ia de enviar as plantas com o novo traçado e com as alterações provocadas pelo mesmo no concelho, para que o processo de revisão fosse retomado.

Em Janeiro de 2002 toma posse o actual executivo da Coligação, liderado pelo Dr. José Eduardo Matos. Uma das primeiras medidas que adoptou foi desmembrar a equipa que tinha trabalhado, na Câmara, na revisão do PDM.

Como o traçado do IC1 demorava a estar definido, entraram em vigor em 08 de Agosto de 2003, as Medidas Preventivas. Ou seja, as medidas que constavam no Regulamento do PDM que estava em revisão na CCDR, mas não concluído.

Essas Medidas vigorariam por um período de dois anos, que podia ser prorrogável por mais um, ou seja, até 8 de Agosto de 2006.

Em 2006, o traçado do IC1 já estava decidido, mas a Câmara da Coligação ainda não tinha adaptado o PDM que estava em revisão a esse traçado nascente.

As Medidas Preventivas foram, então, prorrogadas por mais 3 anos, para dar tempo à Câmara para adaptar o PDM ao traçado e à nova legislação que, entretanto, entrou em vigor.

Por inacreditável que pareça, chegámos ao dia 8 de Agosto de 2009 sem que a Câmara tivesse realizado o trabalho que lhe competia. Por isso, como não há mais possibilidade de prorrogar as Medidas Preventivas, entrou de novo em vigor o antigo PDM!

O desleixo foi tal, que esta questão, que tem de ser obrigatoriamente liderada pelos políticos eleitos, foi deixada nas mãos de técnicos que, por muito que se esforcem, não podem tomar decisões políticas.

O Senhor Presidente da Câmara só em Julho deste ano (menos de um mês antes de expirar o prazo de 6 anos que dispôs para concluir o PDM) é que decidiu reiniciar o processo. Por isso, em 8 de Agosto de 2009 voltámos a 1991: ao antigo PDM.

Eis algumas implicações para os munícipes de Estarreja da não conclusão da revisão do PDM:

- Quem comprou um terreno para construir uma casa com, por exemplo, 12,5 metros de frente já não pode construir, porque agora tem de ter pelo menos de 15 metros de frente;

- Se o terreno não tiver, no mínimo, 30 metros de profundidade, não pode construir;

- Se o terreno não tiver, no mínimo, 500 m2 de área, não pode construir;

- A casa tem de estar afastada 5 metros das extremas, quando podia estar 3 metros se PDM tivesse sido revisto;

- A casa só pode ter 15 metros entre a frente e a traseira, ao contrário dos 20 metros previstos;

- A casa só pode ter uma área de construção até 30% do terreno urbano onde irá ser construída, quando podia ocupar até 50% se o PDM tivesse sido revisto;

- Cada casa nova construída tem de estar 10 metros afastada do eixo da via e não os 8 metros previstos;

- Deixa de se poder construir até 4 apartamentos (fogos sobrepostos) nas freguesias;

- As garagens só podem ter 3 metros de altura - o que faz com que algumas carrinhas não consigam entrar nas mesmas - em vez dos 4 metros permitidos caso o PDM tivesse sido revisto;

- Não se pode destinar terrenos para a instalação de indústrias nas freguesias - as chamadas “bolsas industriais”.

Com as “velhas” regra de novo em vigor, as casas têm de ser bastante mais pequenas e muitos terrenos que eram de construção, deixaram de ser, com todos os prejuízos económicos que isso significa.

Além disso, quem tinha projectos de arquitectura aprovados, mas não entregou os projectos de especialidades na Câmara até ao dia 8 de Agosto de 2009, tem de voltar a iniciar o processo obedecendo às novas regras.

Além disso, o PGU (Plano Geral de Urbanização) continua sem ser revisto, o que faz com que zonas que podiam ser destinadas à construção no centro da cidade, por exemplo, não o possam ser, para além de continuarem a existir regras completamente desajustadas ao crescimento sustentado pretendido para a cidade de Estarreja. Isto leva a uma situação de estagnação e desincentivo no concelho, dificultando a fixação de jovens e de quem se queira radicar em Estarreja.

Fernando Mendonça diz que “A única coisa que a Coligação tinha de fazer após a decisão definitiva do traçado do IC1 era apresentar na CCDR as plantas correspondentes ao traçado e todos os documentos que espelhassem as consequências do traçado no concelho de Estarreja. Aliás, procedimento que vamos ter de adoptar em relação ao traçado do TGV. Quando estiver definido, teremos de apresentar os documentos que reflictam a sua passagem no concelho. Fá-lo-emos.”

O candidato acrescenta que “é preciso muita falta de interesse e de liderança política para ter deixado o processo do PDM atingir este ponto.”

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Quinta-feira, Setembro 03, 2009

Élio Maia (http://www.votoaveiro.com/jingle.php) é um menino ao pé de Pina Prata, candidato independente a Coimbra, http://www.youtube.com/watch?v=tc3DvBPp-TA&feature=channel_page. Mas ainda assim vale a pena ouvir :)

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Também me chegou este link para a discussão técnica (sob o ponto de vista do marketing publicitário) sobre o cartaz do Fernando Mendonça: http://imagensdecampanha.blogs.sapo.pt/24748.html

O cartaz está de facto óptimo, pois o Fernando aparece retratado simultaneamente como um pai de família capaz de proteger e conduzir os seus a um futuro feliz e também como alguém que, perante a escuridão que o rodeia, sabe que há esperança e são possíveis dias melhores. Ao mesmo tempo mostra-se que o Fernando é um de nós, alguém que vive com a sua família em Estarreja e está ali para o que der e vier. Apesar do presente negro, o candidato e a figura estão iluminados por uma luz divina, que mostra ser ele o Moisés escolhido para conduzir Estarreja para longe das actuais trevas.
É notável o carácter positivo da campanha e a força da mensagem que acerta em cheio naquilo que todos queremos: um futuro feliz. É isso que o Fernando promete. E felizmente é isso que sabemos que nos vai dar.

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Falar Verdade

Mão amiga, quer dizer, e-mail amigo fez chegar à caixa de correio do Efervescente este magnífico texto
de opinião muito interessante de Manuel António Pina publicado no JN de 28 de Agosto. Todos sabemos que Manuela Ferreira Leite é uma personalidade política retrógada. O que ainda não sabíamos é que ela é do mais moderno que há quando chega a hora de fazer promessas com as quais discorda e que sabe antecipadamente que não são para cumprir.

Tempo de autocrítica

2009-08-28

É impossível não ver no programa eleitoral do PSD ontem apresentado, e no anúncio pela dra. Ferreira Leite de políticas de firme combate a medidas da dra. Ferreira Leite, a mão maoista (ou o que resta dela) de Pacheco Pereira, a da autocrítica.

Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros. No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".

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Terça-feira, Agosto 25, 2009

Há pouco, sozinho no escritório, decidi espirrar para a parte interior do cotovelo. Senti-me idiota, fiquei com perdigotos nos óculos e uma desagradável sensação de humidade no antebraço. O ar à minha volta cheira a espirro e desconfio que até este texto deve ter um vírus informático embebido. Já o leram? Agora é tarde - 7 dias de caminha e telefonemas diários para a Linha Saúde 24.

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Segunda-feira, Agosto 24, 2009

É incontestável (aliás, é um dado adquirido) que há qualquer coisa de miguelvelosico na maneira como o Sporting tem jogado este ano (curiosamente, a única excepção é Miguel Veloso).
Bem sei que o árbitro do jogo com a Fiorentina vai passar férias para a Toscânia e que o FCP e o SLB cortaram o mesmo mal pela raiz com aqueles penalties (mesmo assim o SLB já falhou 2...) e expulsões providenciais que só em Portugal e a favor dos grandes é que se assinalam. Contudo, isto não chega para justificar o que se passa: jogar bem na liga dos campeões e mal no campeonato significa só uma coisa - displicência. Todas as equipas são displicentes no início? É verdade (pelo menos o Porto e o Benfica foram-no). No entanto, as respectivas direcções fizeram o que era necessário para resolver o problema (estou a falar de árbitros, para quem não percebeu). No caso do Benfica isso não chegou, mas a equipa está de facto mais forte e deu a volta ao assunto pela via desportiva (embora a jogar contra 9).
Em resumo, a culpa do mau momento do Sporting é da direcção, que ainda não percebeu como é que se anima futebolistas com restos de verão nas pernas. Sem mais jogadores e com árbitros neutros ou adversos não é possível fazer melhor.

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Quinta-feira, Agosto 20, 2009


Perder a medalha de ouro para um tipo que usa meinhas até ao joelho não é de homem.

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Qualquer pessoa que viva em Portugal há mais que 33 anos e 10 meses sabe que neste país o sector em que as escutas são menos necessárias é a política.
De facto, e especialmente no Verão, os políticos funcionam como alcoviteiras blasés, que fazem do "conto-te só a ti e a mais ninguém" o desporto preferido dos que já forraram as paredes estomacais com vários franguinhos da Guia e estão agora à espera que os seus substitutos nos bancos corridos das tascas da Oura regressem ao activo.
Ou seja, se de facto existirem escutas no Palácio de Belém, o aspecto mais chocante da notícia é apenas o desperdício de recursos - com as porosas membranas que guardam os segredos da nação, as escutas não servem rigorosamente para nada, a não ser eventualmente confirmar o que já se sabe.
Por outro lado, também o raciocínio inverso deveria ser permitido a Sócrates - como é que Cavaco sabe que há escutas? Só se andar, ele próprio, também... a escutar o PS!
Enfim, resta-nos mandar vir mais um fininho e um pires de tremoços para brindar (com o fino, não com o pires) à saúde dos jovens das jotas e do seu Verão passado em frente a enormes gravadores de bobinas rusticamente instalados na parte de trás de uma Toyota Hiace sem janelas e com um calor de rachar, enquanto ouvem a Maria gritar ao Aníbal que está na hora do galão e do pãozinho com manteiga.

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Quarta-feira, Agosto 12, 2009

Ainda a propósito da caça no BioRia, aqui fica um texto que chegou há dias à minha caixa de correio, bem como a respectiva resposta:

Caro Vladimiro Silva,
Desde já, deixe-me agradecer pela resposta, infelizmente o meu tempo de momento é muito reduzido senão gostaria até de ter esta conversa em particular consigo e com mais responsaveis pelo projecto BioRia (do qual nao sei se é responsavel ou apenas participante).
Para que fique claro sou um jovem caçador, e sou socio da zona de caça municipal que está nos arredores da BioRia, mas falo em nome pessoal e nao como socio,ate porque ninguem faz ideia deste meu contacto convosco.
Apesar de ser caçador, sou um enorme amante da natureza. Cacei em Bragança e sempre que pude fiz repovoamentos e tratei de animais e de terras para melhorias de vida dos animais, sem interesse em caçar nesses mesmos sitios.
Vejo com bons olhos os vossos interesses,pois pelo que vejo o vosso interesse é genuino e nao com ideias de captivar turismo e ganhar dinheiro, no projecto BioRia. De qualquer forma, acho que como em tudo o que existe há promenores que falham ou podem ser melhorados para bem de todos nós e mesmo dos especimes animais.
Eu sou da opinião que os caçadores não são assassinos e que o terreno da BioRia podia ser local de caça sem qualquer problema, apenas necessitava de uma melhor guarda para prevenir a existência de algum eventual assassino, não um CAÇADOR digno de ter este nome. Com isto podia haver uma entre ajuda entre os caçadores e a vossa associação,pois exitiria mais controlo de todas as especimes existentes!
De qualquer forma o principal assunto que me leva a vos escrever é mesmo o numero e tipo de animais existentes na BioRia. Desde que fecharam a zona de Salreu, zona desde sempre habitada por animais como patos, galinhas de agua, galeirões, maçaricos, etc., esta zona neste momento está dizimada deste tipo de animais comparando com a altura em que se podia caçar neste mesmo terreno. Isto deve-se essencialmente ao grande numero de Cegonhas, Garças e "Predadores" como Aguias existentes. Num passeio que dei pelos arredores da BioRia consigo encontrar muito mais pato, galinhas de agua e maçaricos que na zona da BioRia. Com o excesso de cegonhas que em tempos eram aves migratorias e neste momento sao residentes na BioRia em grandes numeros deixou de haver espaço para a criação de outras especies, e as Cegonhas em tempos de criação mata os outros pequenos seres como pequenos patos,não para comer, mas para garantir a sua sustentabilidade naqueles terrenos. As Garças não têm tanto este tipo de atitude,mas ocupam demasiado espaço onde os bandos de patos por vezes repousavam e as Aguias que são outras das preocupações como sabem sao assassinas em serie das pequenas ninhadas.
Com isto nao pretendo salvaguardar os "patos" nem as especies cinegeticas que se podem caçar, porque tal como digo os maçaricos galegos/comuns e os reais nao se podem caçar,mas são para mim uma preocupação pois sao animais lindissimos que merecem o seu espaço.
Vocês se pretendem continuar a sustentar esse projecto devem começar a pensar em formas de combatar a praga das Cegonhas e das Aguias(principalmente),pois elas sao muitos bonitas,mas ja deixaram de ser raras e começam a ser mesmo uma praga nesta zona,mudando habitats naturais, e no meu ver preservar um habitat é preserva-lo como deve ser e nao deixa-lo alterar-se tao rapidamente!!
Peço desculpa pelo enorme texto,se pretender coloca-lo no blogue,pode coloca-lo como uma opinião,apenas nao quis ocupar o blogue inteiro com a minha opinião!!
Podia até indicar mais aspectos negativos que devem ser corrigidos no vosso projecto,mas penso que devem pensar rapidamente neste problema, senao em poucos anos apenas se verão Cegonhas,Aguias e algumas Garças pela BioRia,tudo o resto será dizimado por estas especies.
Melhores Cumprimentos,
Nuno Oliveira

e eu respondi assim:

Caro Nuno,

Peço desculpa pela demora na resposta, mas de facto têm sido dias bastante ocupados em termos profissionais.
Começo por fazer uma declaração de interesses: embora seja amigo e familiar de vários caçadores, sou totalmente contra a caça, que na minha opinião deveria ser proibida em todo e qualquer lugar e não apenas no BioRia. Já discuti esta questão com vários caçadores e inclusive até tenho um tio (Sérgio Paulo Silva) que já escreveu vários livros sobre caça e sobre o relacionamento dos "verdadeiros caçadores" com a natureza, o modo como contribuem para preservar as espécies e respectivos habitats, etc. Ou seja, conheço bastante bem os argumentos a favor da caça - li os livros do meu tio e também textos de alguns autores que ele me indicou (de Torga e Ortega y Gasset, entre outros) e a minha opinião não mudou: sinceramente não entendo como é que se consegue conciliar um efectivo amor pelos animais e pela natureza com uma actividade em que se matam animais a tiro e em que estes por vezes são apenas feridos e ficam em sofrimento até por fim acabarem por morrer. Não adianta. Não percebo mesmo! Aceito que me considerem um hipócrita porque gosto de comer um bom bife e a isso só posso responder com outra hipocrisia - o que os olhos não vêem o coração não sente. Como carne porque a isso fui habituado desde sempre e provavelmente apenas até ao dia em que visitar um matadouro. Não vivo em paz com esta contradição e considero que o meu não vegetarianismo é uma fraqueza de carácter que um dia hei-de ultrapassar.
Em relação ao BioRia, gostaria de esclarecer que não tenho nada a ver com o projecto em si - trata-se de uma iniciativa altamente meritória da Câmara de Estarreja, com a qual não tenho qualquer relacionamento. Aliás, até tenho profundas divergências políticas com o executivo camarário que promoveu o BioRia, o que não quer dizer que não reconheça a enormíssima qualidade da iniciativa.
O movimento contra a caça no BioRia iniciou-se quando se começaram a suceder relatos de turistas que tentavam passear com os filhos numa zona de paisagem protegida e eram autenticamente corridos a tiro por caçadores sem escrúpulos. Trata-se de uma situação que não sei se ainda continua e pela qual, enquanto estarrejense, tenho uma enorme vergonha que tenha sequer um dia acontecido.
Em relação ao que refere sobre a preservação das espécies no BioRia trata-se de uma crítica que me parece pertinente, mas à qual não tenho capacidade técnica para responder. É por isso que vou colocar o seu texto no blogue (bem como esta resposta), pois deste modo é possível que a questão chegue a quem de direito.
De qualquer modo, não posso deixar de agradecer a sua colaboração com o Efervescente - estamos em lados opostos da barricada (tal como estão alguns dos meus familiares e amigos), mas acho que podemos trocar ideias de uma forma civilizada!

Um abraço,

Vladimiro

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