Uma Circular quadrada à base de pão escuro
A Direcção Geral de Saúde, preocupada com o excesso de peso, ataca os “coffee-breaks” por si promovidos e serviços dependentes e lançou hoje uma Circular Informativa (Nº12/DIR) esclarecedora. Aí ficamos a saber que se aconselha o pão escuro e nada de produtos de pastelaria, com excepção dos biscoitos à base de azeite. O pãozinho só pode ser acompanhado por um único elemento: fiambre (peru ou frango), queijo ou compota, mas só uma colher de sopa por 50 gramas de pão.
Perante esta pobreza, decerto que toda a gente vai evitar os “coffee-breaks”, contribuindo, assim, para atenuar a parcela económica dos consumíveis. (...)
Saúde na Beira InteriorEtiquetas: Frente de Blogues de Saúde
Ideias feitas sobre a Interioridade

O Ministro da Saúde, Correia de Campos, publicou (13.04.06) no Jornal de Notícias um artigo de opinião sob o título “Ideias feitas sobre a interioridade”.
Serve a prosa para tentar provar que, em relação a três situações, o interior está beneficiado em relação ao litoral: relação médico de família/população; frequência dos SAP e consultas no período nocturno.
Conclui o ministro: “Poderá este modelo continuar? Será ele sustentável? Será ele justo, equitativo, na comparação com o país todo?”
Pois bem, senhor ministro. O modelo não é justo.
Não se entende se esta prosa, na sequência de outras, indicia uma cruzada contra o Interior. Não se entende porque razão se agitam friamente números para justificar o injustificável. É, ou não, verdade que a desertificação do Interior só pode ser travada com políticas positivas e dinamizadoras de fixação de população? É que se agitamos números à luz da economia, da poupança, das estatísticas, existirão outras áreas em que rapidamente se conclui que não vale a pena!
A política de saúde para o Interior do País tem que ter em conta as características especificas da região. E essa é uma opção política que não pode ser disfarçada com a exibição de números.
Ora, o senhor ministro, ao invés de tentar provar que o Interior é beneficiado, deve afirmar claramente qual a sua política para o Interior. E actuar, sobretudo actuar, coisa que até agora, no que à Beira Interior diz respeito, não fez. Nada.
Onde está o Centro Hospitalar da Beira Interior (hospitais de Castelo Branco, Covilhã, Fundão e Guarda), anunciado há mais de um ano?
Porque não decidiu a questão dos blocos de partos e “passou” a decisão para o CHBI que não criou?
De facto, se existem “ideias feitas sobre a interioridade”, o senhor ministro venha até cá explicar, a quem aqui vive, quais são. E nós responderemos.
Já agora, senhor ministro, porque razão a Beira Interior nunca fez parte do seu roteiro de visitas? Saude na Beira Interior
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Nem mais um Ministro da Saúde para Angola!
Concorde-se ou não com a política do MS sobre o medicamento e sua comercialização, concorde-se ou não com as posições da ANF, IF, da OF ou da OM sobre esta mesma política, atente-se neste Post retirado do Impressões de um Boticário de Província.
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Progresso
A venda de medicamentos fora da Farmácias é um orgulho para este Governo. Era preciso melhorar a acessibilidade ao medicamento e (em vez de abrirem Farmácias) abriram Parafarmácias.
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Os Angolanos parece que não concordam:
MSP - Impressões de um Boticário de Província
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As Pérolas do Marketing ComunicacionalO Ministro da Saúde, Correia de Campos, inaugurou uma nova estratégia comunicacional. Em plena época festiva pascal, escreveu uma cartinha (com data de 7 de Abril) “às ARS com informação dirigida aos cidadãos”, lê-se no portal do ministério. Mas, o mais surpreendente, é mesmo a apresentação gráfica da dita carta. Um fundo multicores e um enquadramento de “esguelha”.
Presume-se que esta metodologia não tenha surgido do nada. Certamente obedece a uma estratégia de marketing amplamente estudada, com o objectivo de melhorar a imagem de senhor ministro da saúde.
Se é assim, resta aguardar pelas próximas peças da campanha. Certamente pérolas desperdiçadas. É que as questões da saúde vivem-se no dia a dia, as decisões pesam, as opções têm consequências.
Não se resolvem colorindo a realidade!
Saúde na Beira Interior
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"Programa do XVII Governo: Factos Volvidos dois anos de Governação impõe-se uma análise ao Programa do XVII Governo Constitucional na área do medicamento.
O texto a azul é de Pinto de Sousa e Correia de Campos; a negro a minha sucinta análise:
Um importante sector do SNS exige cuidadosa calibragem das medidas de política. Elas têm implicações financeiras conhecidas, mas repercutem-se em todo o sistema de saúde e sobretudo afectam o doente. A acção será orientada para os seguintes objectivos e medidas:
Acelerar a revisão do actual sistema de comparticipação no preço do medicamento com ênfase na evidência sobre a eficácia de princípios activos;
Revisão tem significado descomparticipação; a ênfase na evidência da eficácia é a mesma de sempre.
Alargar, progressivamente, a prescrição por DCI a todos os medicamentos comparticipados pelo SNS;
Nada se fez.
Rever o sistema de comparticipação por preços de referência em função da experiência acumulada;
Nada se fez.
Em colaboração com o Ministério da Economia e com o apoio da autoridade reguladora da concorrência, reanalisar as regras de comercialização;
Nada se fez. Talvez se referiram às ParaVazias – um fracasso.
Negociar um protocolo entre o Estado e a Indústria Farmacêutica para o controlo do crescimento do mercado do medicamento comparticipado pelo SNS;
O protocolo não é inédito. No entanto o crescimento do mercado foi sustido, embora à custa da diminuição de margens e preços – uma medida conjuntural, irrepetível, que simplesmente adia o problema.
Adoptar a prescrição electrónica de medicamentos (e meios complementares de diagnóstico), com auxiliares de decisão clínica e informação sobre custos de dose média diária e sucedâneos;
Nada se fez.
Criar o Formulário Nacional de Medicamentos para Ambulatório;
Nada se fez.
Restabelecer a vigilância sobre as acções de promoção do medicamento, junto de médicos e farmácias de oficina;
Nada se fez.
Lançar um programa de melhoria da qualidade da prescrição;
Nada se fez.
Tornar a indústria farmacêutica nacional uma área estratégica no interface entre a economia e a saúde, objecto de atenção e medidas específicas.
Nada se fez.
Concluindo, se o Programa era fraquinho, a sua implementação é uma miragem."
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