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quinta-feira, agosto 20, 2009


Perder a medalha de ouro para um tipo que usa meinhas até ao joelho não é de homem.

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quarta-feira, janeiro 14, 2009

Há qualquer coisa de delicioso neste panicozinho saloio. D. José Policarpo rules!

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sábado, julho 05, 2008

A transmissão em horário nobre pela RTP do Harry Potter em português não só é uma revoltante regressão civilizacional, como é uma péssima utilização de dinheiros públicos.

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segunda-feira, abril 14, 2008

Estava para ver o "Prós e Contras" sobre o Acordo Ortográfico, mas desisti a tempo. Encaro este tema da mesma forma que o casamento gay ou o aborto: sou a favor mas em princípio nunca os praticarei...

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quinta-feira, fevereiro 28, 2008

O estarrejense Armando Tavares criou um blogue onde relata o seu calvário pessoal num processo de adopção de uma criança, bem como a forma absolutamente inqualificável como o Estado português se comportou nas várias fases do processo, que ainda decorre.
O Estado não só mantém as crianças "adoptáveis" em condições deploráveis e quase sub-humanas, como posteriormente massacra burocraticamente os casais que se dispõem para, a expensas próprias, dar algum amor a crianças que nunca o conheceram. No caso do Armando Tavares, além dos tormentos burocráticos, o Estado negou-lhe a licença de adopção(!!!!), um direito fundamental e que não é apenas burocrático.
A história ainda não chegou ao fim e pode ser seguida neste blogue. Até onde irá a impunidade pública em situações como esta?
Vale a pena acompanhar o processo em http://segurancaditasocial.blogspot.com/.

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O Jorge Peliteiro denunciou publicamente a gravíssima ocultação por parte das autoridades competentes da presença da bactéria Legionella pneumophila numa piscina da Póvoa de Varzim.
Mais uma vez a reboque da blogosfera, a notícia acabou por chegar à SIC:

No entanto, aparentemente as mesmas autoridades que começaram por ocultar estes factos à população vêm novamente ocultar mais uma parte da verdade, pois é possível que entre os serótipos da bactéria identificados exista também o tipo 6, que é o segundo mais prevalente entre as Legionella pneumophila que provocam doença no homem.
O caso foi também referido numa crónica de Carlos Abreu Amorim no Correio da Manhã, que também salienta o facto das análises terem sido retidas até que uma prova internacional de natação envolvendo 362 atletas (!!!!!) fosse concluída (embora o Instituto Ricardo Jorge tivesse classificado a água como "imprópria" na véspera do início da prova)!
Mais uma vez estamos perante um caso muito sério, que poderia ter colocado em risco a vida de centenas de pessoas e que seria abafado se não existisse a blogosfera.
Parabéns ao Peliteiro!

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domingo, fevereiro 24, 2008

Os estarrejenses Alexandre Mota (Prof. da Universidade de Aveiro e membro do grupo do PS na AM) e Ana Maria Vaz (psicóloga da CERCIESTA), fazem parte da equipa vencedora de um importante prémio na área da domótica e engenharia da reabilitação.
Os meus parabéns a ambos!

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sábado, janeiro 26, 2008

Nas viagens de combóio há momentos interessantes: no mesmo momento em que escrevo estas linhas, ao meu lado um teenager de cabelo comprido, setecentos brincos e calças pelo meio do traseiro conversa animadamente com uma octogenária sobre a vida dos netos dela. É mais uma prova de que não precisamos de ser todos iguais para nos entendermos e sobretudo de que a estupidez uniformizadora da ASAE e da UE é uma estratégia sem futuro e condenada ao fracasso. Não, não vamos acabar todos finlandeses, branquinhos, cheios de saúde e deprimidos. Portugal é muito mais do que isto.

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Há dias em que percebemos que de facto estamos todos a ficar doidos e que a nossa sociedade caminha numa direcção absolutamente assustadora.
Como se não bastassem a cruzada fascizóide da ASAE contra as colheres de pau, barrigas de freira, alheiras e chouriços, o moralismo social da lei do tabaco, o jogging de Sócrates ou as tentativas de uniformização, certificação, padronização, normalização e sei lá mais o quê das diversas "instâncias" europeias, há agora um novo movimento social que dá mais algumas boas razões para se bater fortemente com a cabeça nas paredes: são as empresas e indivíduos que se auto-flagelam, inventando fantasmas em actos perfeitamente banais do dia-a-dia.
Comprei anteontem um conjunto de três pacotes de bolachas da Nestlé que vêm com oferta de uma vulgar caneca (de loiça) para o leite. No entanto, colado no plástico que envolvia o conjunto (aliás, o kit), lá estava o aviso: "se a caneca que é oferecida juntamente com este produto estiver partida ou tiver alguma imperfeição, por favor devolva-nos todo o conjunto de produtos, pois o seu consumo pode envolver graves riscos para a saúde"!!! Estamos a falar de três pacotes de bolachas, embrulhados em "papel de embrulhar pacotes de bolachas", que por sua vez estavam envolvidos num pouco de película aderente, num pacote conjunto que também incluía uma caneca de porcelana! Como é possível que alguém tenha tido sequer imaginação para prever um risco destes?
Estamos, obviamente, a ficar todos esquizofrénicos. E as empresas começam a tratar os cidadãos como atrasados mentais, numa insólita febre de demonstrar responsabilidade social, mesmo quando é preciso fazê-la nascer a partir das pedras da calçada.
Nestas ocasiões lembro-me sempre do choque que senti quando, na primeira vez que fui aos EUA, reparei no autocolante que se via em todos os retrovisores dos automóveis: "objects in mirror are closer then they appear".

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domingo, janeiro 20, 2008

Algures na história de Portugal houve um imbecil que decidiu que uma boa forma de ajudar à celebração dos santos populares ou do raio que os parta era a emissão de foguetes pirotécnicos que produzem um inconsequente, irritante e profundamente patético estalido.
Antes de prosseguir com este texto, devo fazer um pequeno parêntesis para uma pequena declaração de interesses: o blogger que escreve este texto às 9:28 de um domingo de manhã foi acordado por uma sequência de foguetes emitidos no centro de Santa Maria da Feira de uma forma metódica, de 30 em 30 segundos, entre as 9:00 e as 9:15 deste mesmo dia.
Continuando, dizia eu, não há (nem pode haver) ideia mais idiota que a do lançamento de foguetes: trata-se de uma actividade perigosa, barulhenta e que não é bonita (pois ocorre durante o dia e os ditos-cujos apenas emitem uma pálida e fugidia luz amarela ao estalarem - e mesmo assim temos que estar concentrados e a olhar na direcção certa para a vermos). Sendo assim, como justificar esta estupidez colectiva que consiste no lançamento de foguetes? Não me parece que o lobby da pirotecnia tenha poder suficiente para sustentar a renovação de incêndios florestais evitáveis e de sucessivas gerações de crianças queimadas, cegas ou manetas que a irresponsabilidade dos promotores da utilização destes produtos sempre origina.
Na minha opinião, qualquer tentativa de encontrar uma explicação racional para o surgimento do costume de lançar foguetes pirotécnicos constituirá sempre uma sobrevalorização do intelecto de quem inicialmente promoveu esta actividade. Ou seja, nem tudo na vida tem uma razão lógica: há momentos da história da humanidade que são simplesmente exemplos de estupidez no seu estado mais puro ou, se preferirmos, há momentos em que o ser humano tem uma aparentemente irresistível tentação por seguir a via menos racional. E, como se prova pelo caso dos foguetes, há ocasiões em que este tipo de atitudes funciona segundo uma dinâmica de grupo, que ninguém se atreve a contestar.
É neste grau de cretinice fascizóide que hoje vivemos: com a mesma cara com que aplaude de pé a lei que oprime os fumadores e o show-off da ASAE, a sociedade do politicamente correcto encolhe os ombros e sorri paternalista para a actividade de lançamento de foguetes. Estas três situações têm, no entanto, um ponto comum: a insustentável tentação de chatear o próximo. No meu caso, há que reconhecê-lo, estão de parabéns: o objectivo foi plenamente atingido.

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quarta-feira, janeiro 16, 2008

Pires de Lima fantástico, no Expresso:

António Pires Lima - António Pires Lima


Faça como eu: transgrida!


Reza a história que, certo dia, o marechal-de-campo Montgomery disse a Winston Churchill: "Não bebo, não fumo. Durmo bastante. É por isso que estou 100 por cento em boas condições físicas e mentais". Resposta pronta do primeiro-ministro britânico: "Bebo muito. Quase não durmo e fumo um charuto atrás do outro. É por isso que estou 200 por cento em boas condições físicas e mentais".

Desde 1 de Janeiro que eu e todos os portugueses estamos proibidos de fumar um charuto que seja no Pap'Açorda ou noutros templos de culto da arte de bem viver. Portugal macaqueia assim a moda higiénica "made in USA" que invadiu a Europa nos últimos anos. Ainda me recordo da minha primeira visita a Nova Iorque, em 1993, quando tendo feito menção de acender um charuto, na zona de fumadores de um restaurante, para encerrar em beleza um magnífico jantar, fui ameaçado de ser posto na rua se me atrevesse a acender "that thing you have in your hand". Esta hostilidade desnecessária contra os fumadores está, 15 anos depois, institucionalizada no meu país.

Há meses que zelosos inspectores da ASAE, cumprindo com escrúpulo inaudito directivas comunitárias transcritas para a ordem jurídica nacional, sem que o Governo contemple qualquer derrogação ou regime de excepção, fecham restaurantes, condicionam comércios e perseguem hábitos alimentares seculares que fazem parte da nossa tradição. No afã persecutório que tomou conta dos destinos da nação não há enchido que não esteja em causa, arroz de cabidela que seja permitido, papas de sarrabulho que passem a inspecção, jaquinzinho que cumpra a directiva, molho picante caseiro que possa ser usado, galheteiro que ouse ser manuseado.

A obsessão leva o Estado também a proibir a venda directa do produtor ao consumidor: a fruta pode estar imprópria, o vinho e o azeite adulterados, a batata - quiçá - não estandardizada. Esta missão securitária levará o Estado, num próximo passo não muito distante, a invadir as nossas casas para regulamentar casas de banho, aferir cozinhas e utensílios (cuidado com as colheres de pau...) e, - por que não...? - vigiar comportamentos pessoais julgados menos higiénicos.

No mundo moderno de que ansiosamente queremos fazer parte estimula-se a artificialidade: a comunicação social cultiva políticos de porte atlético e conduta 'própria', persegue figuras públicas que não tenham uma imagem 'imaculada'. No fundo, o que realmente se acaba por incentivar é a velha hipocrisia: públicas virtudes, vícios privados...

Como a natureza humana não se modifica com o calendário e a tradição - felizmente - ainda é o que é, resta-nos fazer uso da deliciosa arte da transgressão. O meu convite ao leitor(a) é este: não se intimide com a cruzada higiénica. Faça como eu: transgrida, porque não há prazer maior que o proibido!

É isso mesmo que tenciono fazer em 2008: ir pelas tascas do Minho bebendo vinho verde em malgas de porcelana gastas, devorar cabidelas, sarrabulhos e arrozes de forno de Ponte de Lima ao Douro, sorver sopas de pedra (com a dita no fundo da panela) por Almeirim e arredores, trincar inúmeras bolas de Berlim na praia, - sem celofane, por favor... E quando, em plena digestão de tanto prazer ilegal, abrir a TV e olhar o nosso PM, em pose atlética, a correr e dar voltas e voltas a uma qualquer marginal ou praça vermelha por esse mundo fora, desfazer-me-ei em gargalhadas alarves, qual animal feroz! Sempre de charuto na mão. Em honra a Winston Churchill e em nome da liberdade!

(obtido via Boticário)

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quarta-feira, janeiro 02, 2008

Fui pela primeira vez aos Estados Unidos (isto é, a Nova Iorque e Washington) há pouco mais de sete anos, cerca de nove meses antes do "nine-eleven". Na altura, para além do óbvio deslumbramento com tudo o que me rodeava e da procura rua a rua do universo Seinfeldiano, o que mais me impressionou foi o contraste entre a repressão contra os fumadores e a tolerância passiva perante a obesidade mórbida.
Ainda hoje a imagem mais forte que guardo da minha ida ao World Trade Center é a da multidão engravatada que, com cinco graus negativos, fumava no exterior do edifício enquanto conversava animadamente, perante olhares julgadores e profundamente reprovadores de tudo quanto era pedaço de pulmão saudável (mesmo que envolto em artérias recheadinhas de pingue de primeira classe).
Bem sei que, enquanto há fumadores passivos, não há comedores de hamburgueres passivos, e que o problema da obesidade é muito mais individual e tem menos externalidades que o do tabagismo.
No entanto, a questão não era essa. Aliás, só por coincidência é que esta onda (mundial, reconheça-se) de políticas anti-tabágicas coincide com os interesses da Saúde Pública.
Aquilo que se passava nos EUA há pelo menos sete anos e que provavelmente também
passará a acontecer no Portugal pós-ontem é algo bem mais preocupante: chama-se moralismo social, fundamentalismo pela uniformidade e insustentável paixão pela opressão/repressão.
As sociedades modernas vivem sob a ditadura do politicamente correcto, dos mamilos quadriculados nos anúncios de gel duche, das esposas fiéis e que fazem sexo tântrico, dos primeiros-ministros que fazem jogging, do descafeinado, da manteiga sem sal e do L. casei imunitase.
Os primeiros a cair foram os fumadores, esse estranho grupo de masoquistas que sistematicamente são os principais defensores das medidas anti-tabágicas. A verdade é que eram um alvo fácil e que, reconheça-se, estava mesmo a pedi-las, tão patético é o seu gosto pela auto-flagelação.
A seguir, já está mais ou menos o processo em marcha, virão os gordos.
É estranha esta cíclica necessidade da humanidade de periodicamente encontrar um alvo para, numa primeira fase, azucrinar, mais tarde ostracizar e posteriormente exterminar. Os judeus já passaram por isto mais que uma vez, com as consequências que se conhecem. Desta vez, porém, as coisas são diferentes: os perseguidores já não matam e o ódio pelas vítimas é quase um passatempo social. No entanto, há um lado mais preocupante: agora o alvo somos todos nós.

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quinta-feira, outubro 04, 2007

Mesmo não sendo monárquico, penso que a acção merece ser divulgada:

REAL ASSOCIAÇÃO DE COIMBRA

COMUNICADO À IMPRENSA

864º. ANIVERSÁRIO DE PORTUGAL

Em 5 de Outubro de 1143 NASCEU PORTUGAL!

Na verdade, é em 5 de Outubro de 1143, com o Tratado de Zamora e na presença do Legado Pontifício, Cardeal Guido de Vico, que D. Afonso VII de Leão reconhece a existência de um novo Estado, PORTUGAL.

Esta declaração de PORTUGAL como REINO INDEPENDENTE infelizmente não é comemorada oficialmente no próprio País.

PORTUGAL deve ser o único País do Mundo que não celebra oficialmente a data da sua INDEPENDÊNCIA.

As Autoridades Oficiais Portuguesas têm preferido comemorar as datas de acidentais alterações do regime, que simbolizam sobretudo revoluções fratricidas entre Portugueses.

É o caso do “5 de OUTUBRO”:

Oficialmente é comemorada apenas a revolução de 1910, que opôs Portugueses a Portugueses e que teve como acto preparatório o assassinato do (então) CHEFE de ESTADO (que era o Rei D. Carlos), ignorando as actuais Autoridades Oficiais a celebração do ANIVERSÁRIO do NASCIMENTO de Portugal, como ESTADO-NAÇÃO.

Discordando frontal e veementemente desta valoração das datas históricas por parte das Autoridades Oficiais, a REAL ASSOCIAÇÃO DE COIMBRA tem comemorado em cada “5 de OUTUBRO” o ANIVERSÁRIO da FUNDAÇÃO da NACIONALIDADE, mandando celebrar na Igreja de SANTA CRUZ, em Coimbra, MISSA sufragando a alma do Rei Fundador e dos seus Descendentes.

Neste ano de 2007, a Missa de Sufrágio pela alma do Rei Fundador e dos Seus Descendentes será celebrada na Igreja de Santa Cruz às 11,30 horas do dia 5 de Outubro, após o que será prestada HOMENAGEM junto aos túmulos de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I.

Convidam-se todos os Portugueses a participar nas Comemorações do 861º. ANIVERSÁRIO da INDEPENDÊNCIA de PORTUGAL.

FAÇAMOS DO ANIVERSÁRIO DE PORTUGAL uma data que UNA OS PORTUGUESES!

VIVA PORTUGAL !

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