sexta-feira, abril 24, 2009
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terça-feira, março 24, 2009

Bem sei que alguns urubus têm cá vindo espreitar para ver se eu escrevo sobre futebol. Não, não escrevo. Se o urubu se chamar Lucílio, talvez me apeteça falar de cinema. Mas sobre futebol, não. Até porque competições com a palavra "Liga" no título (tipo "Taça da Liga" ou "Liga dos Campeões") fazem lembrar roupa interior feminina e, como tal, são coisas de mariquinhas.
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sexta-feira, setembro 05, 2008
O que ninguém poderá pagar ao Armando e sobretudo ao filho dele é o prejuízo causado por não ter tido a companhia do pai nos primeiros 3 meses que passou junto da nova família. E isso, obviamente, não tem preço.
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A Autoridade da Concorrência (que aparentemente pouco quer saber dos comportamentos abusivos de empresas que actuam sozinhas no mercado) e a ASAE (ainda se a Lusitânia Gás usasse colheres de pau...) estão-se nas tintas para situações destas e, obviamente, quem se lixa é o mexilhão, esse simpático blogger que mais não pode fazer que envergonhar publicamente os autores de tão ignóbeis actos de prepotência e pesporrência...
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quinta-feira, agosto 28, 2008
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quinta-feira, maio 29, 2008
Se repararem bem, verão que nas embalagens de fiambre costuma estar escrito:
'Fiambre da Perna Extra'
Pois… Mas… se o porco só tem 4 pernas, qual será então a 'extra'?
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quinta-feira, maio 15, 2008
segunda-feira, maio 12, 2008
Os que não me conhecem talvez não saibam, mas a verdade é que eu venho de uma família esquisita, em que muita a gente tem opiniões sobre muita coisa, embora nem sempre exista coerência entre as partes que fazem o todo (eu próprio não me considero excepção).
Tenho um tio (o Sérgio Paulo Silva), que aos 58 anos já leu mais livros do que eu hei-de ler em toda a minha vida, mesmo que vivesse até aos 90 anos e começasse hoje a ler 2 livros por semana. A bagagem literária do meu tio reflecte-se na enormíssima qualidade dos seus artigos, quase todos densos, profundamente elaborados e tecnicamente perfeitos e também na sensibilidade com que ele escreve cada uma das suas palavras, como se fossem poesia transfigurada de prosa tradicional portuguesa. Há um lado comovente e extremamente delicado em quase todos os textos do meu tio, mesmo nos que parecem ser só cómicos. De cada vez que leio um dos seus escritos interrogo-me sobre o que é que ando para aqui a fazer neste blogue, tão rude é a forma como a língua portuguesa por mim é tratada, sobretudo se comparada com o modo como o meu tio Sérgio Paulo Silva a utiliza como extensão da alma.
É por isso para mim estranho (e até incompreensível) ver que os dedos que escrevem flores literárias tão delicadas e raras são afinal os mesmos que poucas horas antes ou depois estão atrás de uma espingarda e a carregar no gatilho que provocará uma morte muitas vezes lenta e cheia de sofrimento a pobres animais que mais não faziam do que viver inocentemente a sua vida em liberdade.
Há de facto qualquer coisa de brutal e profundamente primária na caça que atrai os homens, mesmo os melhores, que quando a praticam ficam reduzidos à condição de caçadores pré-históricos que perseguem a presa e se fundem com a natureza para perseguir irracionalmente a sua vítima. Há qualquer coisa que lhes extrai a alma e a substitui pelo mais primário dos instintos, perdendo-se naqueles instantes todos os milhões de anos de evolução que fazem com que o Homem de hoje seja de facto um dos mais sensíveis dos seres vivos.
É por isso que não compreendo, nem nunca compreenderei, a caça e o assustador processo de regressão evolucionista que ela representa. Resta-me o consolo (?) de saber que o meu tio não está sozinho, pois este é um mal de que também padecem ou padeceram outros nobres espíritos, como Torga ou Alegre.
No entanto, não contem comigo para referir a nobreza de alma de alguns caçadores para branquear algo que já se deveria ter extinto há muito.
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segunda-feira, abril 14, 2008
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sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Nisto, toca-me o telemóvel. Obviamente que todos os presentes (dois gasolineiros e 3 GNRs) olharam para mim de lado e com ar de reprovação. Vendo que era um número estranho e prevendo que era a TSF, decidi atender. A plateia ficou em estado de choque e a preparar-se psicologicamente para uma explosão de grandes dimensões provocada pelo uso de telemóvel na bomba de gasolina. Talvez para mostrar serviço em frente aos agentes da autoridade, o gasolineiro que estava a abastecer o meu carro correu na minha direcção aos gritos, dizendo algo como "- Tem que desligar! Não pode falar ao telemóvel na bomba de gasolina!", o que fez com que eu instintivamente corresse na direcção oposta, curiosamente para perto de outra bomba onde não estava ninguém. Os GNRs sairam imediatamente do carro, fuzilando-me com os olhos. "- Bom dia, vai entrar em directo no Fórum TSF", "OK, respondo eu. Vamos a isso!". O gasolineiro estava cada vez mais perto e eu já ouvia a voz de Manuel Acácio a entrevistar o ouvinte que me antecedeu. Até que por fim decidi confessar tudo: "- Peço desculpa, mas não posso desligar. Estou em directo para a TSF. E este telefonema vai ser transmitido para todo o país". Incrédulo e desconfiado, o gasolineiro franziu o sobrolho. Aproveitei a hesitação para me refugiar num cantinho atrás de uma das bombas. Os polícias olharam para o homem com ar inquisitivo. O gasolineiro fez-lhes um gesto tranquilizador. "- Acabe de abastecer que eu já aí vou pagar", acrescentei, já senhor da situação e com ares de vedeta da rádio nacional.
"Bom dia, está no Fórum". E numa fracção de segundo percebi que estava em directo para todo o país, para falar já não sabia muito bem sobre o quê. De repente, tudo voltou e lá comecei a discorrer sobre o tema, como se fosse ouvinte de mim próprio e de certa forma espantado com o teor das afirmações que ia proferindo. De um modo geral, defendi que essencialmente era preciso clareza, que era contra o financiamento partidário público e que todas as empresas deveriam poder financiar quem quisessem, desde que o fizessem às claras e essas informações fossem públicas. Pelo meio, já não me lembro bem porquê, falei de blogues, da Somague, do sistema americano e de escrutínio popular.
O Manuel Acácio não me interrompeu, o que já não foi mau. Felizmente não conheço uma única pessoa que me tenha ouvido.
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quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Tem acontecido muita coisa sobre a qual me apeteceria escrever, mas de facto não tenho tido tempo.
De qualquer modo, gostaria de deixar aqui registada a minha mais profunda indignação com a RTP e a SIC, esses canais assassinos de séries. Há cerca de um mês e meio, a SIC deixou de transmitir o Jericho a meio da série, sem quaisquer explicações ou justificação. A RTP fez agora o mesmo ao Traveler. Não há por aí quem lhes casse a licença de TV? É incrível o grau de impunidade com que esta gente vive!
(valha-nos ao menos os canais FOX (que já passaram o Traveler, embora eu não tivesse seguido a série nessa altura) e AXN (vai começar a transmitir o Jericho no dia 3/3) da TVCabo!)
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sábado, janeiro 26, 2008
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Como se não bastassem a cruzada fascizóide da ASAE contra as colheres de pau, barrigas de freira, alheiras e chouriços, o moralismo social da lei do tabaco, o jogging de Sócrates ou as tentativas de uniformização, certificação, padronização, normalização e sei lá mais o quê das diversas "instâncias" europeias, há agora um novo movimento social que dá mais algumas boas razões para se bater fortemente com a cabeça nas paredes: são as empresas e indivíduos que se auto-flagelam, inventando fantasmas em actos perfeitamente banais do dia-a-dia.
Comprei anteontem um conjunto de três pacotes de bolachas da Nestlé que vêm com oferta de uma vulgar caneca (de loiça) para o leite. No entanto, colado no plástico que envolvia o conjunto (aliás, o kit), lá estava o aviso: "se a caneca que é oferecida juntamente com este produto estiver partida ou tiver alguma imperfeição, por favor devolva-nos todo o conjunto de produtos, pois o seu consumo pode envolver graves riscos para a saúde"!!! Estamos a falar de três pacotes de bolachas, embrulhados em "papel de embrulhar pacotes de bolachas", que por sua vez estavam envolvidos num pouco de película aderente, num pacote conjunto que também incluía uma caneca de porcelana! Como é possível que alguém tenha tido sequer imaginação para prever um risco destes?
Estamos, obviamente, a ficar todos esquizofrénicos. E as empresas começam a tratar os cidadãos como atrasados mentais, numa insólita febre de demonstrar responsabilidade social, mesmo quando é preciso fazê-la nascer a partir das pedras da calçada.
Nestas ocasiões lembro-me sempre do choque que senti quando, na primeira vez que fui aos EUA, reparei no autocolante que se via em todos os retrovisores dos automóveis: "objects in mirror are closer then they appear".
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domingo, janeiro 20, 2008
Antes de prosseguir com este texto, devo fazer um pequeno parêntesis para uma pequena declaração de interesses: o blogger que escreve este texto às 9:28 de um domingo de manhã foi acordado por uma sequência de foguetes emitidos no centro de Santa Maria da Feira de uma forma metódica, de 30 em 30 segundos, entre as 9:00 e as 9:15 deste mesmo dia.
Continuando, dizia eu, não há (nem pode haver) ideia mais idiota que a do lançamento de foguetes: trata-se de uma actividade perigosa, barulhenta e que não é bonita (pois ocorre durante o dia e os ditos-cujos apenas emitem uma pálida e fugidia luz amarela ao estalarem - e mesmo assim temos que estar concentrados e a olhar na direcção certa para a vermos). Sendo assim, como justificar esta estupidez colectiva que consiste no lançamento de foguetes? Não me parece que o lobby da pirotecnia tenha poder suficiente para sustentar a renovação de incêndios florestais evitáveis e de sucessivas gerações de crianças queimadas, cegas ou manetas que a irresponsabilidade dos promotores da utilização destes produtos sempre origina.
Na minha opinião, qualquer tentativa de encontrar uma explicação racional para o surgimento do costume de lançar foguetes pirotécnicos constituirá sempre uma sobrevalorização do intelecto de quem inicialmente promoveu esta actividade. Ou seja, nem tudo na vida tem uma razão lógica: há momentos da história da humanidade que são simplesmente exemplos de estupidez no seu estado mais puro ou, se preferirmos, há momentos em que o ser humano tem uma aparentemente irresistível tentação por seguir a via menos racional. E, como se prova pelo caso dos foguetes, há ocasiões em que este tipo de atitudes funciona segundo uma dinâmica de grupo, que ninguém se atreve a contestar.
É neste grau de cretinice fascizóide que hoje vivemos: com a mesma cara com que aplaude de pé a lei que oprime os fumadores e o show-off da ASAE, a sociedade do politicamente correcto encolhe os ombros e sorri paternalista para a actividade de lançamento de foguetes. Estas três situações têm, no entanto, um ponto comum: a insustentável tentação de chatear o próximo. No meu caso, há que reconhecê-lo, estão de parabéns: o objectivo foi plenamente atingido.
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
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| Faça como eu: transgrida! | ||||
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| Reza a história que, certo dia, o marechal-de-campo Montgomery disse a Winston Churchill: "Não bebo, não fumo. Durmo bastante. É por isso que estou 100 por cento em boas condições físicas e mentais". Resposta pronta do primeiro-ministro britânico: "Bebo muito. Quase não durmo e fumo um charuto atrás do outro. É por isso que estou 200 por cento em boas condições físicas e mentais". Desde 1 de Janeiro que eu e todos os portugueses estamos proibidos de fumar um charuto que seja no Pap'Açorda ou noutros templos de culto da arte de bem viver. Portugal macaqueia assim a moda higiénica "made in USA" que invadiu a Europa nos últimos anos. Ainda me recordo da minha primeira visita a Nova Iorque, em 1993, quando tendo feito menção de acender um charuto, na zona de fumadores de um restaurante, para encerrar em beleza um magnífico jantar, fui ameaçado de ser posto na rua se me atrevesse a acender "that thing you have in your hand". Esta hostilidade desnecessária contra os fumadores está, 15 anos depois, institucionalizada no meu país. Há meses que zelosos inspectores da ASAE, cumprindo com escrúpulo inaudito directivas comunitárias transcritas para a ordem jurídica nacional, sem que o Governo contemple qualquer derrogação ou regime de excepção, fecham restaurantes, condicionam comércios e perseguem hábitos alimentares seculares que fazem parte da nossa tradição. No afã persecutório que tomou conta dos destinos da nação não há enchido que não esteja em causa, arroz de cabidela que seja permitido, papas de sarrabulho que passem a inspecção, jaquinzinho que cumpra a directiva, molho picante caseiro que possa ser usado, galheteiro que ouse ser manuseado. A obsessão leva o Estado também a proibir a venda directa do produtor ao consumidor: a fruta pode estar imprópria, o vinho e o azeite adulterados, a batata - quiçá - não estandardizada. Esta missão securitária levará o Estado, num próximo passo não muito distante, a invadir as nossas casas para regulamentar casas de banho, aferir cozinhas e utensílios (cuidado com as colheres de pau...) e, - por que não...? - vigiar comportamentos pessoais julgados menos higiénicos. No mundo moderno de que ansiosamente queremos fazer parte estimula-se a artificialidade: a comunicação social cultiva políticos de porte atlético e conduta 'própria', persegue figuras públicas que não tenham uma imagem 'imaculada'. No fundo, o que realmente se acaba por incentivar é a velha hipocrisia: públicas virtudes, vícios privados... Como a natureza humana não se modifica com o calendário e a tradição - felizmente - ainda é o que é, resta-nos fazer uso da deliciosa arte da transgressão. O meu convite ao leitor(a) é este: não se intimide com a cruzada higiénica. Faça como eu: transgrida, porque não há prazer maior que o proibido! É isso mesmo que tenciono fazer em 2008: ir pelas tascas do Minho bebendo vinho verde em malgas de porcelana gastas, devorar cabidelas, sarrabulhos e arrozes de forno de Ponte de Lima ao Douro, sorver sopas de pedra (com a dita no fundo da panela) por Almeirim e arredores, trincar inúmeras bolas de Berlim na praia, - sem celofane, por favor... E quando, em plena digestão de tanto prazer ilegal, abrir a TV e olhar o nosso PM, em pose atlética, a correr e dar voltas e voltas a uma qualquer marginal ou praça vermelha por esse mundo fora, desfazer-me-ei em gargalhadas alarves, qual animal feroz! Sempre de charuto na mão. Em honra a Winston Churchill e em nome da liberdade! |
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segunda-feira, janeiro 07, 2008
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quarta-feira, janeiro 02, 2008
Ainda hoje a imagem mais forte que guardo da minha ida ao World Trade Center é a da multidão engravatada que, com cinco graus negativos, fumava no exterior do edifício enquanto conversava animadamente, perante olhares julgadores e profundamente reprovadores de tudo quanto era pedaço de pulmão saudável (mesmo que envolto em artérias recheadinhas de pingue de primeira classe).
Bem sei que, enquanto há fumadores passivos, não há comedores de hamburgueres passivos, e que o problema da obesidade é muito mais individual e tem menos externalidades que o do tabagismo.
No entanto, a questão não era essa. Aliás, só por coincidência é que esta onda (mundial, reconheça-se) de políticas anti-tabágicas coincide com os interesses da Saúde Pública.
Aquilo que se passava nos EUA há pelo menos sete anos e que provavelmente também
passará a acontecer no Portugal pós-ontem é algo bem mais preocupante: chama-se moralismo social, fundamentalismo pela uniformidade e insustentável paixão pela opressão/repressão.
As sociedades modernas vivem sob a ditadura do politicamente correcto, dos mamilos quadriculados nos anúncios de gel duche, das esposas fiéis e que fazem sexo tântrico, dos primeiros-ministros que fazem jogging, do descafeinado, da manteiga sem sal e do L. casei imunitase.
Os primeiros a cair foram os fumadores, esse estranho grupo de masoquistas que sistematicamente são os principais defensores das medidas anti-tabágicas. A verdade é que eram um alvo fácil e que, reconheça-se, estava mesmo a pedi-las, tão patético é o seu gosto pela auto-flagelação.
A seguir, já está mais ou menos o processo em marcha, virão os gordos.
É estranha esta cíclica necessidade da humanidade de periodicamente encontrar um alvo para, numa primeira fase, azucrinar, mais tarde ostracizar e posteriormente exterminar. Os judeus já passaram por isto mais que uma vez, com as consequências que se conhecem. Desta vez, porém, as coisas são diferentes: os perseguidores já não matam e o ódio pelas vítimas é quase um passatempo social. No entanto, há um lado mais preocupante: agora o alvo somos todos nós.
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
Sarko mon amour
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